sexta-feira, 25 de junho de 2021
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Festival de Cinema
O Brasil ganhou o Prêmio de Público, na Seção Panorama Documentário, no Festival de Berlim, no último domingo (20). O documentário "A Última Floresta", foi escrito e dirigido por Luiz Bolognesi, em parceria com Davi Kopenawa Yanomami e demais colaboradores. O filme é um relato da comunidade indígena que demonstra sua importante proteção ao Meio Ambiente.
domingo, 9 de outubro de 2016
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Vestido de Noiva
O texto dramático de
Nelson Rodrigues intitulado “Vestido de Noiva” é dividido em três atos. As
personagens estão inseridas em três planos diferentes: realidade, alucinação e
memória. O fio condutor é Alaíde, que de forma fantasiosa, traça o enredo e seu
devido desenrolar. As personagens se ligam por uma tragédia: a morte. Fato
relatado com veemência ao longo da trama por todas as personagens.
O autor faz uso do mistério, criando
diversas reviravoltas, fazendo com que o leitor/espectador entre na história,
instigando seu respectivo interesse. A tragédia cotidiana, evidente na obra de
Nelson Rodrigues, revela as fraquezas do ser humano. A família é o alvo dessa
discussão, quando aos poucos uma moça com véu se revela na memória da falecida
Alaíde. O vestido de noiva cobiçado por Lúcia, irmã, é a grande ferida aberta,
causadora de discórdias, culminado em uma morte desejada.
Alaíde está imersa em uma espécie de
purgatório, local onde lembranças se confundem com alucinações, sendo
evidentemente entendidas no plano da realidade, até vir à tona a identidade de
quem havia morrido. O primeiro sinal dessa alucinação se torna claro, quando
Alaíde, no início do primeiro ato, procura por Madame Clessi.
As
personagens que dividem a cena com Alaíde são três dançarinas e dois homens que
lembram o rosto de seu marido, Pedro. Essas pessoas afirmam a morte da mulher,
porém Alaíde não se conforma. Após esse momento, Clessi surge. Afinal, como é
possível uma mulher dada como morta aparecer aos olhos da personagem? Assim,
com a ajuda de Madame Clessi, Alaíde arranca aos poucos da memória o que havia
ocorrido. Desde o suposto assassinado de seu marido, realizado por ela, à sua
própria morte.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
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Theodoro de Bona
Nathalia Cavalcante
Colaboração: Cinevídeo 1
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| Theodoro de Bona em Morretes |
No dia 11 de junho de 1904, nascia em
Morretes, Paraná, o pintor e professor Theodoro de Bona. Ainda criança muda-se
para Curitiba, e passa a estudar no Colégio Bom Jesus, onde começa a ter
contato com as artes. Faz curso de desenho, mais tarde torna-se aluno de
Alfredo Andersen. Em 1927, viaja para Veneza, na Itália, onde permanece durante
dez anos. Através de uma bolsa de estudos faz cursos nos quais pôde aperfeiçoar
técnicas de pintura. Na Europa descobriu a arte do pintor francês Paul Cézanne
e, com isso, levou a cor para suas obras. De Bona apresenta raízes
impressionistas, em que captam a impressão visual produzida por cenas e formas
derivadas da natureza e variações nela ocasionadas pela incidência de luz,
cores e contrastes para obter, plasticamente dinamismo e objetivos. A obra do
artista é composta por paisagens, retratos e telas com sua família.
| Terra Prometida/Imigrantes |
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| Fundação de Curitiba |
O pintor possui várias telas expostas em
diferentes lugares. Duas delas, Imigrantes
e A fundação de Curitiba, estão
no Salão Nobre do Colégio Estadual do Paraná. O especialista em artes, Fernando
Bini define Theodoro de Bona como o mestre de todos nós, que recria paisagens. O
artista recebeu o título de Cidadão Honorário de Curitiba, outorgado pela
Câmara Municipal, em 1981, e a Comenda Honorífica da Ordem do Mérito da
República Italiana, no grau de Cavalieri Officiale, em 1983. Theodoro de
Bona falece em Curitiba em 1990.
domingo, 11 de setembro de 2016
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A SANGUE FRIO – TRUMAN CAPOTE
Nathalia Cavalcante
A reportagem de Truman Capote foi
publicada primeiramente, em quatro partes na revista The New Yorker. Posteriormente, transformada em romance, em 1965.
Capote faz uma compilação de informações a respeito do assassinato de quatro
membros da família Clutter: Herbert William Clutter, fazendeiro de 48 anos,
respeitado na comunidade; sua esposa Bonnie Fox Clutter, 45 anos, que sofria de
problemas nervosos; e seus filhos adolescentes, Kenyon Clutter, 15 anos e Nancy
Clutter, 16 anos. Moradores de uma pequena cidade chamada Holcomb, no Kansas,
Estados Unidos, uma família metodista, sem problemas com vizinhos. Essa era uma
questão que mais chamava a atenção entre os moradores e os investigadores, o
porquê dos assassinatos, se a família não apresentava pendências na cidade.
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![]() |
| Truman Capote |
Capote
situa o leitor para que se possa entender como era o cotidiano da família
Clutter e em paralelo as ações de Dick e Perry os assassinos. O enredo é rico
em detalhes. A descrição mais impressionante, é em relação a forma como foram
encontrados na manhã de 15 de novembro de 1959. Toda a cidade se manteve em
alerta e desconfiada. Todos os moradores viraram alvo de suspeita. Bobby Rupp,
namorado de Nancy, também foi lembrado por ter sido o último a ver a família.
Apesar da suspeita, ele acreditava que esse era o papel da polícia.
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
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CAMPOCONTRACAMPO
Documentário, 2016.
Trailer

Produção, Roteiro e Direção
Nathalia Cavalcante
Assistência de Direção
Herminia Motta
Direção de Fotografia e Montagem
Nathalia Cavalcante
Câmera
Estevão Furtado
Nathalia Cavalcante
Som Direto
Herminia Motta
Trailer
Direção de Nathalia Cavalcante

Uma paixão chamada Cinema. A arte que inspira muitas pessoas faz parte da vida de
Estevão Furtado, um administrador que nunca deixou de lado sua admiração pela
sétima arte. Assim, Estevão, traz à tona memórias que se confundem com um
enredo cinematográfico.
Nathalia Cavalcante
Assistência de Direção
Herminia Motta
Direção de Fotografia e Montagem
Nathalia Cavalcante
CâmeraEstevão Furtado
Nathalia Cavalcante
Som Direto
Herminia Motta
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
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A Via Láctea
Por Nathalia Cavalcante
Heitor e Júlia formam o casal fio condutor da trama realizada por Lina Chamie. Repleto de labirintos que fazem o espectador adentrar na história que apresenta um relacionamento em conflito, envolvendo metáforas em conjunto com a cidade que, consecutivamente, se torna mais uma personagem. Uma característica marcante de uma narrativa não-clássica, empregada nessa obra, ao som de música clássica intensa, de acordo com a aflição de Heitor, é a exposição imediata desse personagem, em meio a uma desordem interna. A situação é revelada de modo a não identificar, em primeira instância, a razão que o fez se encontrar em tal estado.
Heitor e Júlia formam o casal fio condutor da trama realizada por Lina Chamie. Repleto de labirintos que fazem o espectador adentrar na história que apresenta um relacionamento em conflito, envolvendo metáforas em conjunto com a cidade que, consecutivamente, se torna mais uma personagem. Uma característica marcante de uma narrativa não-clássica, empregada nessa obra, ao som de música clássica intensa, de acordo com a aflição de Heitor, é a exposição imediata desse personagem, em meio a uma desordem interna. A situação é revelada de modo a não identificar, em primeira instância, a razão que o fez se encontrar em tal estado.
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| Alice Braga (Júlia), Marco Ricca (Heitor) e Lina Chamie |
“A Via Láctea” (2007) não oferece o tempo ao
espectador para absorver as informações. Heitor e a cidade são exibidos na
tela. O personagem está estarrecido e, a princípio, somente ele tem o
conhecimento de quê o levou àquela atitude. Lina Chamie proporciona de modo
moderado os dados necessários para construir o questionamento proposto por sua
obra. A não-linearidade auxilia nesse quesito, pois torna o enredo em um
emaranhado de elementos a serem compreendidos, ou pelo menos, criadas
possibilidades adversas em torno do tratado. Mesmo apresentando subsídios que,
no primeiro contato não oferecem respostas concretas, “A Via Láctea” possui um plot rico em detalhes, que permitem
desenvolver um ritmo acerca das situações pautadas na história. Desse modo,
Metz, reforça que,
Um
grande e permanente equívoco paira sobre a definição do cinema ‘moderno’.
Subentende-se e às vezes afirma-se que o ‘jovem cinema’ o ‘cinema novo’, teria
ultrapassado o estágio da narração,
que o filme moderno seria objeto absoluto, obra que pode ser percorrida em
qualquer direção, que teria expulso de certa forma a narratividade,
constitutiva do filme clássico (1972, p. 173).
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Bresson
Por Nathalia Cavalcante
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| Robert Bresson |
Robert Bresson
apresenta em sua obra a essência captada pelo cinematógrafo, assim designado
pelo diretor, de onde pertenciam seus filmes. “Filmes de cinematógrafo:
emocionais, não interpretativos” (BRESSON, 2005, p. 79). Para provocar a
coerência na forma de transmitir uma história, Bresson unia a simplicidade, sem
efeitos, ou despida de elementos que pudessem desviar o foco e tornarem-se
maiores em relação a seus modelos. “Quantidade, enormidade, falsidade dos meios
cedendo o lugar à simplicidade e precisão. Tudo conduzindo à medida do que basta a você” (2005, p. 79).
Atores eram considerados viciados em
trejeitos teatrais e carregavam impurezas ao personagem. Por isso, os modelos,
até a experiência bressoniana, não haviam se relacionado com o meio
cinematográfico. Para Bresson, eles sim, transportavam a alma do personagem,
naturalmente. Afastados de preceitos que pudessem caracterizá-los como robôs,
comandados por ordens de diretores. “Modelo. Sua voz (não trabalhada) nos dá
sua personalidade, sua filosofia, bem mais que seu aspecto físico” (2005, p.
62). As ações não eram mecânicas, mas sim, naturalizadas, conforme a
necessidade requisitada pela história e, consecutivamente, os personagens.
Bresson buscava esse objetivo, incessantemente. “Os gestos que ensaiavam vinte
vezes mecanicamente, seus modelos vão domá-los, soltos na ação do seu filme”
(2005, p. 58)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
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A
narrativa clássica apresenta características que a faz obedecer a determinados
pontos que podem auxiliar na compreensão imediata, por parte do espectador.
Isso porque, filmes inseridos nesse contexto expõem causas de um problema e
seus efeitos. Geralmente, são lineares, mas podem conter o recurso de flashbacks, porém evitam o desenvolvimento
contínuo de idas e vindas da trama. Existe um conflito a ser solucionado e
motivações para tais acontecimentos.
Gravidade
A
narrativa clássica apresenta características que a faz obedecer a determinados
pontos que podem auxiliar na compreensão imediata, por parte do espectador.
Isso porque, filmes inseridos nesse contexto expõem causas de um problema e
seus efeitos. Geralmente, são lineares, mas podem conter o recurso de flashbacks, porém evitam o desenvolvimento
contínuo de idas e vindas da trama. Existe um conflito a ser solucionado e
motivações para tais acontecimentos.
Entre
outros elementos, a prolixidade é absorvida como meio de evidenciar as razões
pelas quais surgiram os incidentes. A decupagem empregada nessas obras corresponde
ao objetivo a ser alcançado pelo realizador. Xavier aponta que,
As correlações
entre o desenvolvimento dramático e o ritmo da montagem, assim como o jogo de
tensões e equilíbrios estabelecido no desfile das configurações visuais, são
dois instrumentos à disposição de qualquer cineasta. O que é característico da
decupagem clássica é a utilização destes fenômenos para a criação, no nível
sensorial, de suportes para o efeito de continuidade desejado e para a
manipulação exata das emoções (2005, p.34).
O diretor, Alfonso Cuarón, imprime em “Gravidade” (2013) a organização linear, discutida a
seguir. Com isso, se apropria dessa redundância, pois a história necessita
ressaltar os dilemas e a tentativa de uma engenheira médica – em missão
espacial –, para retornar à sua realidade.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
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Trilogia das Cores
Nathalia Cavalcante

O diretor polonês
Krzysztof Kieslowski (1941 - 1996) apresenta entre 1993 e 1994 sua última obra:
Trilogia das Cores. Tendo como relação as cores da bandeira francesa: Trois Couleurs – Blue (1993), Trois Couleurs – Blanc (1994) e Trois Couleurs – Rouge (1994). Além das
cores, Kieslowski trouxe à tona os lemas, constituídos no período iluminista e
empregados durante a Revolução Francesa (1789): Liberdade, Igualdade e Fraternidade. O primeiro traz como mote a liberdade. Julie
(Juliette Binoche) conduz a trama. Após o acidente de carro em que perde marido
e filha, passa a conviver com a solidão. Kieslowski traça planos que permitem
compreender o panorama no qual esta personagem está absorvida. Closes, detalhes
que mostram a íris das personagens. Escolha que demonstra, de certo modo, a
angústia de Julie ao se ver sozinha.
O diretor optou por
marcar as cores pelas quais faz menção. O azul está presente em objetos de
cena. Na fotografia, principalmente, no início do filme. “... a percepção das
cores é menos de natureza física do que psicológica. Segundo Antonioni, ‘a cor
não existe de maneira absoluta. (...) Pode-se dizer que a cor é uma relação
entre o objeto e o estado psicológico do observador, no sentido de que ambos se
sugestionam reciprocamente’” (MARTIN, 2003, p. 69).
A piscina onde Julie
pratica natação reflete a cor. A representação denota a condição psicológica da
personagem que mergulha, de forma literal, nessa situação. Mesmo tentando se
desvencilhar, percebe que suas atitudes são em vão. Isso porque, Julie, após o
falecimento da filha e do marido, um importante compositor, procura se desfazer
de tudo o que possa provocar lembranças. Aqui, a personagem deseja se libertar
do passado. Porém, as lembranças a aflige. Logo, Kieslowski, aponta razões para
esse incômodo. A obra, composição de Patrice, marido de Julie, não havia sido
finalizada, uma encomenda realizada pelo parlamento europeu. Nos momentos em
que Julie se vê acuada, a trilha incide, como um aviso. O diretor acrescenta
junto a inserção sonora, o fade black,
unido ao mesmo plano, fazendo parte assim, do pensamento da personagem. De
acordo com Burch, “a oposição provocada pelo distanciamento do “tema” visual e
a proximidade do “tema” sonoro produz um efeito surpreendente, assim como se
uma nova personagem tivesse entrado nesse mesmo quadro em primeiríssimo plano”
(1969, p. 120).
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ASSISTÊNCIA DE FOTOGRAFIA: Thiago Maceno
RETICÊNCIAS
| Cena realizada na Biblioteca Pública do Paraná |
Todos os dias, Joana, uma senhora solitária visita a biblioteca. A cada dia lê um livro em voz alta. As pessoas passam sem interrompê-la. Mas um dia, a sua rotina é modificada e, com isso, tenta buscar uma forma de se desvencilhar da solidão.
Curta-metragem realizado em 2013.
DIREÇÃO E ROTEIRO: Nathalia
Cavalcante
MONTAGEM : Diego
Silva, Nathalia Cavalcante e Vanessa Alves
FINALIZAÇÃO: Claudio
Alves y Naiche Cardoso
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| Gladi Rosa (costas) e Adeline Pilati |
SOM DIRETO: Louise
Fiedler y Thiago Maceno
EDIÇÃO DE SOM: Paulo
de Tarso e Vanessa Alves
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA:
Vanessa Alves
ASSISTÊNCIA DE FOTOGRAFIA: Thiago Maceno
LOGGER: Guilherme Dias
DIREÇÃO DE ARTE: Isabelle
Mesquita
MAQUIAGEM: Isabelle
Mesquita e Michelle Hasselmann
MÚSICA: A.J. Oliveira
PRODUÇÃO: Carla Rocha
e Suzane Skhoch
ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO:
Guilherme Dias e Larissa Beffa
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| Gladi Rosa |
Elenco
Gladi Rosa (Joana). Elenco
de apoio: Adeline Pilati, Aline Machado, Ana Castro, Ana Flávia Sgoda, Carla Rocha, Cyntia Werner, Gabriel Bonato de
Arruda, Gabriel Olímpio, Isabela Casagrande, Isabelle
Mesquita, Isadora Foreck, Estevão Furtado, Eloísa Helena Perussolo,
Guilherme Dias, Larissa Beffa, Marcelo Zulian,
Nathalia Cavalcante, Mariane Batista, Michelle de Miranda, Paula Nishizima, Suzane
Skroch, Rafael Campagnaro, Thiago Maceno, Vanessa de Castro, Viviane
Gazotto.
Assista ao Reticências:
Assista ao Reticências:
Reticências from Nathalia Cavalcante on Vimeo.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
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O personagem, solitário,
encontra em um sistema operacional, seu novo motivo
para rever a vida. Durante o cadastro para a implantação dessa ferramenta, Theodore
opta por uma voz feminina. Scarlett Johansson interpreta
a voz de Samantha, a nova companhia do escritor. A princípio, ainda na fase de conhecimento, ocorre uma
interação entre ambos, posteriormente, percebem a atração
que os envolve. Sem se dar conta das possíveis consequências, o protagonista, é
invadido pela pulsão. Sua individualidade ressalta perante o que a sociedade
pode julgar. Theodore inicia o relacionamento com o sistema operacional
intitulado Samantha.
HER
“Her”, de 2013, escrito e dirigido por
Spike Jonze, apresenta uma possibilidade de
relacionamento futurista. Joaquim Phoenix dá vida à Theodore, um escritor de
cartas, mergulhado na antiga relação com Catherine. O
enredo não datado é cercado por tecnologias ainda desconhecidas,
insignificantes para os dias atuais. Embora a tecnologia seja permanente na obra, elementos de épocas passadas são colocados em cena, mesclando
períodos diferentes. Isso porque, o figurino de Theodore indica a década de 1950
a 1960.
O personagem, solitário,
encontra em um sistema operacional, seu novo motivo
para rever a vida. Durante o cadastro para a implantação dessa ferramenta, Theodore
opta por uma voz feminina. Scarlett Johansson interpreta
a voz de Samantha, a nova companhia do escritor. A princípio, ainda na fase de conhecimento, ocorre uma
interação entre ambos, posteriormente, percebem a atração
que os envolve. Sem se dar conta das possíveis consequências, o protagonista, é
invadido pela pulsão. Sua individualidade ressalta perante o que a sociedade
pode julgar. Theodore inicia o relacionamento com o sistema operacional
intitulado Samantha. terça-feira, 14 de janeiro de 2014
1 comentários
Nathalia Cavalcante

Entre os prédios tombados, de Curitiba, é importante destacar a Casa Romário Martins, construção do século XVIII - o último exemplo da arquitetura colonial portuguesa da cidade -, desde 1973 é um centro cultural, tombado em 1971. Outro prédio relevante na história curitibana foi o Gymnasio Paranaense, edificação típica de prédios públicos da época. A construção de 1904, é desde 1965, sede da Secretaria do Estado da Educação e Cultura, tombado em 1977. O prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), localizado na Praça Santos Andrade, começou a ser construído em 1913, um ano depois da fundação da Universidade, onde estão instalados os cursos de Direito e Psicologia, a conclusão das obras, no atual estilo neoclássico aconteceu, em 1955, e também, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná.
Curitiba e a História
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| Casa Romário Martins |

Entre os prédios tombados, de Curitiba, é importante destacar a Casa Romário Martins, construção do século XVIII - o último exemplo da arquitetura colonial portuguesa da cidade -, desde 1973 é um centro cultural, tombado em 1971. Outro prédio relevante na história curitibana foi o Gymnasio Paranaense, edificação típica de prédios públicos da época. A construção de 1904, é desde 1965, sede da Secretaria do Estado da Educação e Cultura, tombado em 1977. O prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), localizado na Praça Santos Andrade, começou a ser construído em 1913, um ano depois da fundação da Universidade, onde estão instalados os cursos de Direito e Psicologia, a conclusão das obras, no atual estilo neoclássico aconteceu, em 1955, e também, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná.
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| Exterior Secretaria do Estado da Educação e Cultura |
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
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1984
O vídeo "1984" foi realizado como meio de representar alguns trechos da história que marcaram minha infância e, por fim, minha paixão pelo cinema. Aqui, apresento fatos do contexto político brasileiro e, até mesmo mundial, como a queda do muro de Berlim. Lembranças de fatos importantes que me ajudam, constantemente, a pensar sobre tudo o que acontece ao meu redor. Nasci em 1984, em um Brasil em busca da abertura política lenta e gradual. Lembro de ver na televisão as bombas da Guerra do Golfo (1990 - 1991), um pouco antes disso, acontecia a Copa do Mundo. Não gostava de assistir. No auge dos meus seis anos, não queria saber de futebol, gostava mesmo dos desenhos desse período. E, claro, meus filmes preferidos do tempo de criança: "Os Goonies", "As aventuras do Barão de Munchausen", "Edward - Mãos de Tesoura" e por aí vai. Nessa época não imaginava que seria grande admiradora do diretor Tim Burton, pois ainda não me ligava em nomes de diretores, atores. Meu interesse era embarcar no enredo e me deixar levar pelo o que estava vendo na tela. Confesso que sou difícil de chorar ao ver uma cena, mas é impossível não derramar uma lágrima ao contemplar "Cinema Paradiso". Concordo plenamente com Amélie quando cita suas reações ao ir em uma sala de cinema e em algumas situações da vida que, infelizmente, complicamos tanto. Por que não viver sem pressa e rir de si mesmo?
1984 from Nathalia Cavalcante on Vimeo.
domingo, 15 de dezembro de 2013
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O filme “O nome da Rosa”, de 1986, do diretor Jean-Jacques Annaud, é baseado no livro de mesmo
título de Umberto Eco. A obra fílmica retrata – por meio de uma investigação
realizada por franciscanos –, as questões religiosas embebidas em símbolos e
sígnos. William de Baskerville (Sean Connery),
nomeado como “Mestre”, por um noviço que o acompanha, Adso Von Melk (Christian
Slater), se mobiliza para desvendar um mistério que cerca as mortes de monges
em um mosteiro italiano beneditino.
O Nome da Rosa
Nathalia Cavalcante
O filme “O nome da Rosa”, de 1986, do diretor Jean-Jacques Annaud, é baseado no livro de mesmo
título de Umberto Eco. A obra fílmica retrata – por meio de uma investigação
realizada por franciscanos –, as questões religiosas embebidas em símbolos e
sígnos. William de Baskerville (Sean Connery),
nomeado como “Mestre”, por um noviço que o acompanha, Adso Von Melk (Christian
Slater), se mobiliza para desvendar um mistério que cerca as mortes de monges
em um mosteiro italiano beneditino.
O ano é 1327, o
período concentra os mecanismos realizados pela igreja, como meio de alienar a
população, tendo como segundo escopo, o temor de quem ousasse contrariar as
imposições. Nesse momento histórico, indulgências eram ‘vendidas’. A inquisição
pregava a negação ao que não condizia às normas eclesiásticas; e os que
cometiam atentados às regras eram queimados, ainda vivos.
sábado, 14 de dezembro de 2013
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MEU TIO
Nathalia Cavalcante
O
filme apresenta o mundo paralelo de Monsieur Hulot, personagem do próprio
diretor. Esse, tido com um solteirão e sem emprego, dá vida à obra
cinematográfica que discute a construção da tecnologia, já na década de 1950,
quando foi lançada. O sobrinho de Hulot, chamado Gerard (Alain Bécourt), um
menino de aproximadamente oito anos, o segue e prefere a sua companhia a dos
pais. A casa onde vive é um exemplo futurístico, com aparelhos tecnológicos que
suprem as ações humanas; fazendo com que, de certo modo, sejam até mesmo
reprimidas.
O
filme apresenta o mundo paralelo de Monsieur Hulot, personagem do próprio
diretor. Esse, tido com um solteirão e sem emprego, dá vida à obra
cinematográfica que discute a construção da tecnologia, já na década de 1950,
quando foi lançada. O sobrinho de Hulot, chamado Gerard (Alain Bécourt), um
menino de aproximadamente oito anos, o segue e prefere a sua companhia a dos
pais. A casa onde vive é um exemplo futurístico, com aparelhos tecnológicos que
suprem as ações humanas; fazendo com que, de certo modo, sejam até mesmo
reprimidas.
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Moça com brinco de pérola
Nathalia Cavalcante
A obra intitulada “Moça com brinco
de pérola”, dá vida, em 2003, ao longa-metragem de Peter Webber. O enredo se
passa, em 1665, ano em que Johannes Jan Veermer produz a tela, em Delft,
Holanda. O diretor revela, com intensidade, o comportamento de Veermer diante
da repulsa à crise encabeçada por sua sogra, Maria Thins (Judy Parfitt). O artista possuía uma maneira própria de
trabalho, por isso, raramente, iniciava uma obra na sequência do término de
outra.
A obra intitulada “Moça com brinco
de pérola”, dá vida, em 2003, ao longa-metragem de Peter Webber. O enredo se
passa, em 1665, ano em que Johannes Jan Veermer produz a tela, em Delft,
Holanda. O diretor revela, com intensidade, o comportamento de Veermer diante
da repulsa à crise encabeçada por sua sogra, Maria Thins (Judy Parfitt). O artista possuía uma maneira própria de
trabalho, por isso, raramente, iniciava uma obra na sequência do término de
outra.
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A ronda da noite
Nathalia Cavalcante
Peter Greenaway,
em “A ronda da noite”, de 2007, exibe a passagem de tempo que expressa a
criação da obra que cristalizou a Companhia de Franz Banning Cocq. A partir
disso, constata-se que a fotografia do filme alia-se à dada obra do artista,
adotando o contraste entre luz e sombra, sendo em sua maioria, planos em que as
ações são realizadas com iluminação amena, para valorizar a arte de Rembrandt e
evidenciar uma das obras mais importantes de seu trajeto artístico.
O filme
expressa de modo contundente a representação da história que cerca a obra “A
ronda da noite”, em um ambiente pictórico, como se a encenação estivesse sendo
exposta dentro de uma pintura. Greenaway transporta o espectador à Holanda, de
1642. Ano em que foi realizada a pintura. O diretor faz uso do espaço teatral
para enredar o espectador às indagações de Rembrandt, como na primeira cena em
que o protagonista acredita estar cego e a plateia o rebate, pedindo para que
abra os olhos. A coreografia cênica
induz à reprodução de diferentes telas. Por isso, o filme explora planos que se
assemelham à concepção dessa arte.
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CARAVAGGIO
Nathalia Cavalcante
O
filme de Derek Jarman apresenta o trajeto de Caravaggio até o reconhecimento,
ocorrido por intermédio do acolhimento de representantes da Igreja Católica.
Por consequência, o artista concebe em suas obras a religião, porém a
envolvendo com aspectos sociais, já que o artista procurava representar em suas
obras pessoas comuns, oriundas de uma condição de vida humilde. O
longa-metragem apresenta Caravaggio em três períodos diferentes: a infância
(Noam Almaz), a juventude (Dexter Fletcher) e a fase adulta (Nigel Terry). O
diretor adotou a narrativa não-linear. Dessa forma, Caravaggio inicia a trama em uma
cama, duranteum resquício de vida. A partir disso, o protagonista envolve a história por meio de sua narração. Assim, Jarman apresenta a vida de Caravaggio contada por meio de flashbacks, em
que o artista narra e conduz a trama até o auge, quando se tornou um artista de
renome.
Nesta obra fílmica são evidenciadas as cores constantes na pintura desse ícone. O vermelho recebe destaque principal, sendo possível de relacioná-lo à energia adotada em torno de seu feito artístico e até mesmo a dramaticidade ilustrada, também, no comportamento e na realidade íntima do artista. O diretor, aqui, se atém unicamente ao protagonista, sua obra e comportamento.
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| Amor Vincet Omnia (1602 - 1603) |
Nesta obra fílmica são evidenciadas as cores constantes na pintura desse ícone. O vermelho recebe destaque principal, sendo possível de relacioná-lo à energia adotada em torno de seu feito artístico e até mesmo a dramaticidade ilustrada, também, no comportamento e na realidade íntima do artista. O diretor, aqui, se atém unicamente ao protagonista, sua obra e comportamento.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
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Intensidade feminina
Almodóvar revela histórias de mulheres que passam por altos e
baixos como em um flamenco
Nathalia Cavalcante
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| Raimunda, personagem de Penélope Cruz |
Em 121
minutos, mais uma vez é possível prestigiar as cores de Pedro Almodóvar, em
Volver, de 2006. O terceiro filme com Penélope Cruz traz a atriz espanhola no
papel de Raimunda, mãe de Paula, uma adolescente de 14 anos. A dedicação de
Raimunda faz com que ela trabalhe, incansavelmente, para manter a casa. Como se
isso não bastasse, seu marido, Paco, tenta abusar sexualmente de sua filha. A
menina, em legítima defesa, assassina o homem. Depois dessa morte, mãe e filha
unem-se ainda mais.
Soledad, a
Sole, é irmã de Raimunda, e abriga Irene. A mulher é a mãe das irmãs que, até
então, acreditavam piamente na morte dessa personagem. A volta de Irene faz surgir revelações do
passado. A partir daí desvendam-se segredos de família. Mesmo com essas
tragédias, o diretor apresenta a trama com humor. Volver tem um enredo vivo,
com personagens intensas. Cada uma com uma história própria e forte, com razão
para estarem ali.
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| Irene e Raimunda |
Assim como em Kika
(1993), Tudo sobre minha mãe (1999) e Fale com ela (2002), Almodóvar traz uma
história atípica, porém com a sua característica espanhola de contar. Volver,
assim como o próprio título já revela, é uma narrativa de voltas, sejam elas
boas ou ruins, mas que na verdade, a intenção é colocar tudo em seu devido
lugar. Por isso, nada mais propício que uma volta inesperada e inusitada, a la
Almodóvar.
A mãe que retorna da morte é interpretada por
Carmem Maura. A atriz, veterana em filmes de Almodóvar, depois de 17 anos longe
dos sets do diretor, encarna essa matriarca que havia deixado as filhas, por
ter provocado uma reviravolta no passado. Esse motivo avassalador tem ligação
direta com Raimunda que, até reencontrar a mãe, guardava mágoas. No entanto, o
“fantasma” de Irene reaparece para esclarecer as adversidades ocorridas, que a
fez desaparecer.
quinta-feira, 21 de março de 2013
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Antecipar uma fase da vida. Essa poderia ser
a frase de quatro adolescentes que dão vida ao documentário “Meninas”, de 2006,
dirigido por Sandra Werneck. Na tela, as meninas apresentam suas histórias,
cada uma com suas particularidades. O título evidencia não somente a idade, mas
também as constantes interrogações que rondam os pensamentos dessas, que poderiam
continuar com as ansiedades corriqueiras da adolescência. Porém, a maternidade
tomou lugar dessas preocupações.
Meninas
Nathalia Cavalcante
Antecipar uma fase da vida. Essa poderia ser
a frase de quatro adolescentes que dão vida ao documentário “Meninas”, de 2006,
dirigido por Sandra Werneck. Na tela, as meninas apresentam suas histórias,
cada uma com suas particularidades. O título evidencia não somente a idade, mas
também as constantes interrogações que rondam os pensamentos dessas, que poderiam
continuar com as ansiedades corriqueiras da adolescência. Porém, a maternidade
tomou lugar dessas preocupações.
A
periferia do Rio de Janeiro é o ambiente que conduz o enredo. Cada personagem é
revelada, ao longo de um ano. A gestação trouxe mudanças, a um espaço ocupado
pela rotina costumeira de quem sonhava com o futuro, ainda. No entanto, um
trecho desse tempo próximo havia se adiantado e, com isso, as adaptações
tiveram de ocorrer, sem contestações, pois a situação não permitia.
Luana, 15 anos. Sem a
presença do pai, precisou ajudar a mãe a cuidar das quatro irmãs. A responsabilidade
se acumulou mais uma vez. Segundo Luana, a gravidez era esperada, o casamento
não foi desejado por ela, bastava que estivessem juntos. Ela esperava retribuir
a mãe o esforço recebido. Evelin, 13 anos. Mesmo grávida não deixou de
frequentar o baile funk. A escola ficou para trás, na quinta série. Ela, não
escondia a sua paixão pelo namorado. Ele, havia se afastado do tráfico de
drogas. Os pais são separados, ela mora com a mãe e um irmão, o pai, que
trabalha como motoboy, acredita que falharam na educação de Evelin, por isso a
menina engravidou.
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