terça-feira, 27 de abril de 2010

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Valorizando a arte!

Alfredo Andersen, o Pai da pintura paranaense

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Fora da sala!

Entidade prepara jovens para o mundo dos negócios
Estudantes de Curitiba e Região Metropolitana podem enfrentar o mercado de trabalho com mais segurança

Dilair Queiroz
Nathalia Cavalcante

Aos 20 anos, Felipe Dietrich criou sua própria empresa. Ele ingressou em um projeto de educação empresarial, influenciado pelo pai que já era empresário. Mas o que realmente despertou seu interesse na área de negócios foi a oportunidade de praticar a profissão ainda na juventude. “Nunca imaginei que fundaria uma empresa. Garotos nessa idade não pensam em negócios”, afirma.
O projeto do qual participou foi o Miniempresa, um dos programas da organização Junior Achievement, órgão presente em mais de 120 países. Criada em 1919, nos Estados Unidos, a Junior é uma fundação educativa mantida pela iniciativa privada, sem fins lucrativos. “O projeto com certeza mudou uma época de minha vida. Tive noção de como funcionava o comércio, coisa que até então nem imaginava”, reforça Dietrich.
A Junior Achievement conta com a ajuda de empresas mantenedoras e apoiadoras, que colaboram com a manutenção das unidades e com o material didático utilizado. Existente em todos os estados brasileiros, a organização veio para Curitiba em 2003, totalizando dez unidades no Paraná. Ao todo são 50 escolas beneficiadas na capital e região metropolitana, somando 30 mil alunos participantes no estado em sua última edição de 2009.
Preocupada em instigar a consciência social e conceitos de sustentabilidade nos jovens, a Junior Achievement mantém projetos direcionados ao ensino fundamental e médio. Tais projetos são voltados para questões sociais, ambientais e de cunho empresarial.

Empreendendo

Dirigido apenas aos alunos do segundo ano do ensino médio, o projeto Miniempresa é o mais completo da organização porque agrega conhecimento teórico à prática. A proposta é de que os alunos criem sua própria empresa, produzindo e comercializando seus produtos.
O diretor executivo da Junior Achievement, Fabrício Campos, acredita que este tipo de incentivo auxilia no crescimento pessoal dos jovens. “O objetivo é formar uma nova geração de cidadãos empreendedores para que eles possam formar um futuro melhor para todos”, diz.
As turmas são formadas por 30 alunos (achievers), auxiliados por quatro voluntários (advisers). Os advisers são profissionais que transmitem sua experiência de trabalho para que os achievers possam elaborar seus projetos com maior exatidão. São eleitos em voto secreto quatro diretores para os seguintes departamentos: produção, finanças, marketing e recursos humanos; e também um presidente para coordenar o projeto. Os demais alunos são considerados acionistas e permanecem na linha de produção.
Ao todo são 15 encontros, realizados duas vezes por semana, e os diretores são responsáveis por redigir relatórios a respeito do andamento do trabalho. Com isso, os achievers tomam conhecimento da realidade empresarial, já que o Miniempresa segue o padrão de uma empresa real. Com o dinheiro arrecado no início com a venda de ações do próprio projeto, os alunos adquirem o material necessário para começar a produção.
Com ideais éticos e sócio-ambientais, o programa ensina os achievers a produzirem de forma consciente, promovendo a criação de produtos artesanais. Yara Lúcia Garcia participou do programa em 2003, e hoje é gestora de marketing na própria Junior Achievement. “A metodologia da Junior é aprender fazendo. Tudo que se explica tem que ser praticado. Não pode uma explicação não ter uma prática”, resume.
Durante todo o curso os achievers comercializam seus produtos, fazendo uma grande feira no final do projeto. Para reforçar o aprendizado, é realizada uma rodada de palestras com empresários. O lucro obtido na venda dos produtos é repassado aos acionistas e o restante, dividido entre os achievers. O capital restante é doado para uma instituição beneficente de escolha dos próprios participantes.

Praticando o conhecimento
Criar novos produtos e resgatar o que já foi moda é o ideal da “Broto Blah” – especializada na venda de acessórios dos anos 60 e 70 –, a Miniempresa foi criada este ano no Colégio Estadual Lamenha Lins. Lummy Caroline Fernandes, de 17 anos, participa deste projeto que propõe a volta da moda retrô. “A nossa escolha partiu, pelo que as pessoas usam no dia a dia, e também pesquisando muito na internet, como Twitter e blogs”, diz.
Segundo Letícia de Cassia Jammal, de 15 anos, o grupo buscou um nome que reforçasse a proposta do projeto. “Nós queríamos resgatar a moda do passado, nada melhor que resgatar também gírias da moda antiga”, lembra. Broto era uma das gírias mais faladas naquele período e Blah complementou a marca. “Tínhamos que pensar em um nome que se identificasse com o nosso produto”, acrescenta Letícia.
Letícia é a diretora de produção da “Broto Blah” e conheceu a Junior Achievemenet, após uma palestra realizada em seu colégio. Ela se interessou por esta diretoria, pois é preciso controlar os gastos, as metas a serem atingidas e o andamento da Produção. Lummy soube do Miniempresa por meio de um amigo que havia participado em 2009 e a partir disso já demonstrou interesse. A estudante é responsável pela diretoria de marketing e se identificou com a área, pois envolve dinamismo e criatividade.

Mudanças
Robison Portioli é técnico em mecatrônica pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Sua primeira experiência como adviser está acontecendo com a “Broto Blah”. O motivo que o fez se candidatar foi a possibilidade de passar seu conhecimento aos jovens e com isso auxiliá-los nas escolhas profissionais. “Posso ajudá-los em decisões para o futuro uma vez o programa leva a eles um grande conhecimento do mundo empreendedor”, diz. O projeto pode mudar ou reforçar os planos dos jovens. Portioli lembra que os estudantes podem com isso, tornarem-se profissionais mais confiantes e satisfeitos com o que farão. “O aluno tem a possibilidade de provar um pouco do trabalho que almeja para seu futuro. Isto é válido para a reflexão de suas próximas decisões”, acredita.
Mesmo sem saber o que irá seguir como carreira profissional, Lummy acredita que o Miniempresa pode ajudar na sua decisão. “A Junior Achievement tem me ajudado a pensar melhor no que eu vou fazer”, complementa. Letícia quer prestar vestibular para Direito e acrescenta que o projeto a auxiliará futuramente, porque pode também vivenciar o funcionamento de uma empresa. “Vou saber realmente que tudo precisa de um planejamento e de líderes. Saberei lidar com opiniões diferentes e trabalhar em equipe”, diz. Além disso, tem a oportunidade de conhecer profissionais que passam seus conhecimentos. “Pessoas que já tiveram experiências incríveis, tanto pessoais quanto profissionais, nos auxiliam a não cometer os mesmos erros que eles cometeram”, reforça.
Para Portioli este voluntariado permite abrir a visão dos jovens para novas possibilidades de sonhos. “Garanto que é apaixonante. Os resultados em curto prazo já são motivadores o suficiente para que eu continue como voluntário, por mais quanto tempo for possível”, afirma.
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Cenas Clássicas!

Uma das cenas mais belas do filme "Edward Mãos de Tesoura" (Edward Scissorhands)


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Ensaio Fotográfico

Morretes II











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Tá na trilha!

A música "Você não me ensinou a te esquecer" interpretada por Caetado Veloso fez parte da trilha sonora de "Lisbela e o Priosioneiro". A comédia romantica de 2003, do diretor Guel Arraes, contou com a atuação de Selton Mello (Leléu) e Débora Falabella (Lisbela).

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Na poltrona!



Retrato de uma guerra
Texto: Nathalia Cavalcante
Fotos: Cine Players

O longa-metragem estadunidense de 120 minutos Platoon, de Oliver Stone, trata de forma realista a Guerra do Vietnã. Stone presenciou esse fato histórico e soube passar para a telona o cotidiano de quem fez parte daquele combate. O protagonista é representado pelo jovem Chris, interpretado por Charlie Sheen, que vai ao Vietnã, voluntariamente, como um idealista, assim chamado por seus companheiros. Chris parou os estudos para buscar algo na guerra que não encontrava nos livros. Com isso, enfrentou a dura rotina nos campos de batalha. Como se não bastasse presenciar a morte de perto, o jovem recruta teve de enfrentar um outro problema: o Sargento Barnes. Ele, que já assustava por ter várias cicatrizes no rosto, também amendrontava por suas atitudes não coerentes, o que não era aceito por grande parte do pelotão (Platoon). No entanto, essa forma de pensar de Barnes ia de encontro com os ideiais do Sargento Elias, papel de Willen Defoe. Elias acreditava que para vencer a guerra não era preciso usar violência banalmente, como Barnes fazia. Logo, Elias ganhou a simpatia de Chris.
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Cinema Comentado

sexta-feira, 9 de abril de 2010

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Espaço Porta Curtas

O Nosso Livro
Gênero Ficção
Diretor Claudia Rabelo Lopes, Luciana Alcaraz
Elenco
Bárbara Montes Claros, Marcos Caruso, Regina Sampaio, Vera Holtz, Zé Alex
Ano 2005
Duração 15 min
Cor Colorido
Bitola Vídeo
País Brasil
Local de Produção RJ

Prêmios
Prêmio Porta Curtas no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema 2006



Festivais
CINEPORT - Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa 2006
Festival do Rio
Gramado Cine Vídeo 2006
CineSul 2005